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Ministério da Saúde suspeita de 'vacinação inadequada' em caso de paralisia no Pará

Por Redação

Ministério da Saúde suspeita de 'vacinação inadequada' em caso de paralisia no Pará
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Ministério da Saúde enviou, nesta quinta-feira (6), uma equipe ao Pará para investigar o caso de uma criança de três anos com sintomas compatíveis com os da poliomielite (veja aqui). O vírus atenuado usado na versão oral da vacina foi encontrado nas fezes do paciente.

 

A pasta reforça que não há registro de circulação viral da poliomielite no Brasil, e que, com as informações enviadas pela secretaria estadual de saúde, o caso pode estar relacionado a um "evento adverso ocasionado por vacinação inadequada".

 

O paciente não recebeu as doses da vacina com vírus inativado antes de receber o imunizante com o patógeno atenuado, como preconiza o Programa Nacional de Imunizações (PNI). O menino tomou apenas a vacina da gotinha, que é usada como reforço anual depois que o ciclo com a fórmula injetável é finalizado.

 

Em nota, a pasta destaca a importância da vacinação contra a paralisia infantil. "O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis vacinem suas crianças com todas as doses indicadas para manter o país protegido da poliomielite, doença erradicada no Brasil".

 

Os indicadores de imunização infantil contra a poliomielite estão em queda no país desde 2015. No ano passado, a campanha ficou longe de bater a meta estipulada pelo governo, com cobertura de apenas 67,1% do público-alvo, de acordo com a Fiocruz.

 

Esforços coletivos, como campanhas de vacinação e medidas de vigilância mantiveram o poliovírus fora do Brasil nas últimas três décadas, fazendo com que a doença fosse considerada erradicada no Brasil. Desde 1994, o vírus selvagem que provoca a doença não é encontrado nas Américas pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas). 
As informações são do Metrópoles.