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Quase 100 mil absorventes foram distribuídos a alunas da rede municipal de ensino

Quase 100 mil absorventes foram distribuídos a alunas da rede municipal de ensino
Foto: Paulo Victor / Bahia Notícias

O projeto Ciclo de Cuidados, do Programa Dignidade Menstrual da Mulher, lançado no ano passado pela Prefeitura de Salvador, distribuiu 44.140 absorventes no último mês de janeiro para as alunas da rede.

 

De acordo com a Prefeitura, desde o lançamento, já foram entregues quase 100 mil itens para a higiene e cuidado feminino. A entrega ocorre de maneira mensal e sistemática, seguindo calendário já determinado, abrangendo todas as Gerências Regionais de Ensino.

 

Por meio do sistema de matrícula, a Coordenadoria de Inclusão Educacional e Transversalidade da Secretaria Municipal de Educação (Smed) identifica a quantidade de alunas na faixa etária atendida (dos 11 aos 50 anos) por escola, para a realização do envio.

 

Cada aluna tem direito a receber 16 absorventes por mês. O investimento anual na compra do produto de higiene é de cerca de R$700 mil.

 

A coordenadora de Inclusão Educacional e Transversalidade, Jaqueline Araújo, explica que a ação tem como um dos objetivos a prevenção da evasão e da infrequência escolar. 

 

“A iniciativa mostra todo um cuidado não apenas com a entrega do absorvente, mas com o que esse absorvente representa na vida de cada beneficiada”, diz.

 

Jaqueline acrescenta que além da entrega desses produtos, estão sendo planejados cuidados com a educação acerca da menstruação, higiene e saúde feminina. 

 

No momento, a Smed, em parceria com as Secretarias Municipais de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e da Saúde (SMS), prepara um ciclo de palestras para a comunidade escolar, que acontece neste mês de março.

 

“Por meio das palestras, oficinas e distribuição de materiais informativos, contemplando tanto as meninas como os meninos, nós estamos promovendo uma compreensão diferente sobre a menstruação. Os alunos começam a entender que isso faz parte do ciclo biológico feminino. Não é algo para ter vergonha, para temer, tampouco para ser motivo de ridicularização”, afirma.