Anvisa proíbe propaganda de produtos com gestrinona
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu neste mês de dezembro a propaganda da gestrinona e de produtos que contêm essa substância. A Agência ainda afirmou que esses itens são um "risco à saúde pública".
Feito de silicone, o dispositivo, que tem tamanho semelhante a um palito de fósforo, é conhecido atualmente como "chip da beleza", e libera continuamente hormônios, como a gestrinona, uma substância com esteróide de ações anabolizantes.
A promessa da substância é o emagrecimento, ganho de massa muscular e aumento na disposição física. O que a Anvisa afirma é que não se anuncia que o procedimento não tem registro da Agência e entre os efeitos colaterais estão desníveis de colesterol, problemas no coração e no fígado, entre outros.
Na Resoluçãoº 4.768, de 22 de dezembro, a agência argumenta que a divulgação da substância “fere regras que restringem propaganda de produtos com necessidade de prescrição e manipulados a médicos, cirurgiões-dentistas e farmacêuticos.”
Em resposta ao ofício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a Anvisa afirmou que "não há medicamentos contendo o insumo farmacêutico ativo gestrinona com registro sanitário válido no Brasil".
"Em outras palavras, não é possível alegar que esses produtos são eficazes e seguros, o que representa, per se, um risco à saúde pública", diz a nota técnica da agência.
