No verão, casos de otite têm aumento de cerca de 70%
O verão, além de ser marcado como um período de diversão, é um momento que requer atenção em relação à saúde. O presidente da Associação Baiana de Otorrinolaringologia (ABAO), Marcos Juncal, alerta para os problemas auditivos que podem ser desencadeados na temporada.
“O contato frequente e prolongado do ouvido com a água pode gerar uma lesão na pele que reveste o conduto auditivo, removendo a cera, que é a proteção natural contra a ação de bactérias e fungos. Sem ela, o ambiente fica propício à proliferação desses micro-organismos, gerando um desconforto ao paciente, como dor, diminuição da audição, zumbido, sensação de pressão e água no ouvido, dentre outros”, explica o especialista.
O médico ainda ressalta que os tipos mais comuns são a otite externa, causada na maioria das vezes pelo contato excessivo com água de praia e piscina, afetando principalmente crianças e bebês, e a otite média, que atinge o ouvido de forma mais profunda, afetando a partir do tímpano até os ossos que fazem parte do ouvido.
Para realizar o diagnóstico da doença é necessário consultar um otorrinolaringologista, profissional indicado também para recomendar o melhor tratamento que, na maioria das vezes, é realizado com o uso de antibióticos e antifúngicos. Para Marcos Juncal, o paciente não deve se aventurar na automedicação.
Confira as dicas do especialista para evitar o problema:
- Evitar movimentos muito bruscos durante o mergulho.
- Não nadar nem mergulhar em águas poluídas.
- Fazer uso de protetor auricular ou tampão de ouvido para impedir a entrada de água no ouvido.
- Utilizar toalha limpa e seca nos ouvidos após nadar, mergulhar ou mesmo o banho.
- Não introduzir cotonetes, grampos ou outros objetos no canal externo do ouvido.
- Procurar auxílio médico para a orientação sobre a melhor forma de tratamento e investigação de qualquer persistência de sintomas desconfortáveis.
