Entenda a vacina contra a gripe H3N2 e sua eficácia nesta epidemia
Por Erem Carla
Com o avanço de casos da gripe Influenza A H3N2 na Bahia e no Brasil, muito se fala sobre a vacina contra a gripe Influenza A H3N2 e sua eficácia neste surto de casos que vem atingindo o país.
De início, é importante lembrar que atualmente o país disponibiliza duas vacinas contra a gripe: a trivalente e a quadrivalente, também chamada tetravalente.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a médica infectologista Clarissa Cerqueira explica que a trivalente, distribuída publicamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), combate duas cepas da gripe do vírus A, que é o responsável pelo surto atual, e uma do vírus B.
A vacina tetravalente, disponível de forma particular, combate duas cepas do A e duas cepas do B.
Há ainda quem acredite que as vacinas dos consultórios médicos particulares são mais eficazes neste momento do que as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“A nível de doenças com um potencial mais pandêmico, que são os vírus de influenza A, a vacinação com a trivalente é suficiente para comunidade. As duas têm cobertura igual para Influenza A”, explica Clarissa.
Algumas pessoas acreditam que se vacinar contra a gripe é ineficaz porque mesmo vacinados contraíram o vírus e sentiram fortes sintomas nos últimos dias. Clarissa ressalta que a vacina tem em torno de 70% de eficácia contra a Influenza, mas que o vírus se modifica.
“Cada um desses vírus sofrem mutações, o que é muito frequente do vírus Influenza. A cepa que tá circulando atualmente muito provavelmente não é a cepa do H3N2 que foi incluída na vacina. O ideal é sempre tomar a vacina para se proteger das outras cepas que podem circular”, conta.
Quando a quem sentiu os sintomas da gripe antes de conseguir se vacinar, a especialista recomenda que aguarde o fim dos sintomas para buscar a imunização.
“Assim que o quadro gripal acabar e o paciente se sentir melhor, deve se vacinar”, diz.
