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Hospital Roberto Santos desenvolverá protocolo assistencial para aneurisma

Hospital Roberto Santos desenvolverá protocolo assistencial para aneurisma
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Um levantamento feito por duas médicas do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) vai amparar a definição de um de protocolo assistencial para casos de hemorragia subaracnóidea aneurismática (HSA). A residente de neurologia Priscilla Mascarenhas e a residente de neurocirurgia Mayra Medeiros identificaram que desde a abertura da unidade de terapia intensiva (UTI) neurológica do HGRS, 322 pacientes com aneurismas foram atendidos na instituição.

 

A ideia do protocolo é de que, com o documento, seja possível implementar e padronizar fluxos de redução de danos aos pacientes, atenuando as complicações relacionadas à própria doença. O projeto, desenvolvido com a orientação do neurocirurgião e coordenador do serviço e da residência de neurocirurgia do HGRS, Leonardo Avellar, e do neurologista e coordenador médico da UTI neurológica do HGRS Daniel Farias, é apoiado em novas evidências científicas.

 

Para validar o protocolo e oferecer melhores desfechos aos sobreviventes de aneurimas, foram revisados 2.240 prontuários de pacientes internados na UTI neurológica do Roberto Santos. Dos 322 pacientes diagnosticados com indicação de tratamento, 84% são submetidos a algum tratamento neurocirúrgico e 16% ao tratamento endovascular. Pelo menos 229 microcirurgias de clipagens de aneurismas foram realizadas e 58 pacientes foram submetidos a, no mínimo, um procedimento de derivação ventricular externa.

 

Para Leonardo Avellar, os números obtidos pelo HGRS são motivo de orgulho, pois implica em uma assistência qualificada para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Felizmente, o Hospital Geral Roberto Santos conta com diversos recursos para o tratamento de aneurismas. A neurocirurgia, no entanto, continua se mostrando a alternativa menos custosa para o Estado”, avalia ele.