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OMS Animal diz que não há risco para o país com casos de vaca louca

OMS Animal diz que não há risco para o país com casos de vaca louca
Foto: Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação

Os casos de vaca louca registrados em frigoríficos de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Nova Canaã do Norte, no Mato Grosso, não representam risco para a produção bovina no país, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

A conclusão foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Os informes foram apresentados pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil. Os casos ocorreram de forma independente e isolada e foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, localizado no Canadá, na última sexta-feira (3)", disse o Mapa em nota.

 

O registro dos dois casos provocou a suspensão das exportações para a China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil. O economista Paulo Pacheco acredita que a posição da OIE pode fazer com que a China volte atrás. "É uma importante resposta sanitária para que a China avalie retomar a compra do produto brasileiro, suspensa desde a confirmação dos casos em animais encontrados no Brasil", disse ele ao G1.

 

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a China segue como principal destino da carne brasileira. No mês de julho, o volume total de exportação foi de 91.144 toneladas, com crescimento de 11,2%. "As receitas tiveram alta de 19,1% somaram US$ 525,5 milhões. Quando se observa o período de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020", disse a Abiec.

 

Os dois casos confirmados neste sábado foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada. “Estes são o quarto e quinto casos de EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina] atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica” informou o ministério. Segundo o Mapa, a EEB atípica ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.