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Países latinos sofrem com escassez de 2ª dose da Sputnik e atrasam avanço da imunização

Países latinos sofrem com escassez de 2ª dose da Sputnik e atrasam avanço da imunização
Foto: Divulgação

Países da América Latina tem enfrentado problemas na aplicação de doses de reforço da vacina contra a Covid-19 Sputnik V por escassez de doses. A informação é da Agência AFP.

 

A vacina russa foi o primeira a chegar à Argentina, em dezembro de 2020, e em seguida a outros países da América Latina. Passados oito meses, a escassez das segundas doses pressiona os governos latino-americanos, destaca a reportagem.

 

Diante do cenário, a maioria dos países latino-americanos adotou a estratégia de estender o prazo de espera entre as doses. Conforme a AFP, o prazo foi alongado do mínimo de 21 dias para um máximo de 90. Ainda assim, o problema de escassez de doses permanece.

 

No mês passado a Argentina chegou a ameaçar romper o contrato com a Rússia e a Guatemala optou por cancelar a compra de 8 milhões de doses, lembra a matéria.

 

Diante da situação, a Argentina tem desenvolvido testes para substituir a segunda aplicação da Sputnik V por outras vacinas em uso no país como a AstraZeneca, Sinopharm ou Moderna.

 

A expectativa é de que os primeiros resultados dessas análises sejam divulgados esta semana.

 

Estados do Nordeste, incluindo a Bahia, tentaram adquirir a vacina russa, mas enfrentaram resistência da Anvisa. Depois de um longo período de análise, o órgão autorizou o uso da vacina russa sob o mecanismo chamado de importação excepcional e temporária, que permitiria a aplicação da vacina em 1% da população dos estados solicitantes, com uma série de restrições em relação ao quadro geral de saúde e faixa etária dos vacinados.

 

A expectativa da Bahia e dos outros estados do Nordeste era de que um lote chegasse ao Brasil na semana passada. Estava prevista uma remessa de 1,1 milhão de doses da Sputnik V na quarta-feira (28), mas o envio foi cancelado pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que ficou descontente com uma declaração do ministro da Saúde Marcelo Queiroga (lembre o episódio aqui).