Saúde culpa Anvisa por 660 mil doses da Pfizer paradas em depósito; agência nega
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) travam um duelo de versões para justificar a permanência de um lote com 600 mil doses de vacinas contra Covid-19 da Pfizer parado em um depósito da pasta, ao lado do aeroporto de Guarulhos (SP), por três dias.
De acordo com informações da coluna Painel, a Saúde afirma que o atraso se deu porque “o sistema da Anvisa estava fora do ar”. A agência, por outro lado, nega qualquer problema no sistema e afirma que a carga ficou parada porque faltava o “cumprimento de pendências por parte do importador”, o que acabou sendo sanado permitindo a liberação das vacinas na noite de quinta (15).
“Assim que desembarcaram em Guarulhos, as doses seguiram para o processo de checagem de temperatura, feito dentro do período esperado. Depois da análise do laboratório, em conjunto com técnicos do ministério, houve tentativa de enviar os documentos na segunda (12), mas o sistema da Anvisa estava fora do ar", disse o Ministério da Saúde, em nota oficial, afirmando ainda que "o processo seguiu na terça-feira (13) e foi liberado pela agência reguladora dois dias depois".
Também em comunicado, a Anvisa explicou que a demora não se tratou de falha no sistema. “A fim de agilizar o recebimento de vacinas no Brasil, todos os lotes importados são desembaraçados pela Anvisa no mesmo dia, mesmo que faltem documentos, mediante assinatura de TRG [Termo de Guarda e Responsabilidade], sob responsabilidade do importador. Não há, portanto, lote de vacinas preso no aeroporto de Guarulhos provocado por falha de sistema da Anvisa", afirmou o órgão.
Independente do “culpado”, segundo a coluna, o impasse acabou causando apreensão entre secretários de Saúde, que aguardavam a liberação das doses para dar continuidade ao processo de imunização em seus estados.
