Mudanças no registro de doadores de medula óssea gera mais segurança nos transplantes
Portarias do Ministério da Saúde, com vigência a partir deste mês, atualizam para tendências internacionais a estratégia para a localização de doadores compatíveis no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).
Algumas das mudanças foram o limite de idade para o cadastro, que antes era de até 55 anos e agora passa a ficar ativo até os 60, a redução do limite de novos cadastros e uma reorganização de cotas para cadastramento de doadores em cada estado.
Outra alteração feita pelo MS foi a tipagem de cadastro para os doadores, isto é, a compatibilidade para o transplante.
Ao site da Agência Brasil, a médica hematologista Danielli Oliveira, coordenadora técnica do Redome, explicou a mudança.
“Quando a gente fala em compatibilidade para o transplante, a gente fala em compatibilidade HLA (do nome em inglês Human Leukocyte Antigen) A tipagem atual é parcial desses genes HLA. Quando eu vejo um possível doador, essa compatibilidade não está ainda muito definitiva. Eu preciso de exames que complementem a tipagem para dizer que ele (doador) é realmente compatível. Eu tenho exames intermediários até confirmar a compatibilidade”.
