Cientistas esperam ter remédios anticovid até 2022; Brasil produz soro contra a doença
Os laboratórios farmacêuticos já testam em seres humanos medicamentos que prometem tratamento eficaz contra a Covid-19. As gigantes Pfizer, MSD, Roche, Boehringer Ingelheim e os institutos Butantan e Vital Brazil trabalham em antivirais para, em combinação com a vacinação, aumentar a imunidade da população mundial contra a doença. As informações são do jornal Estadão.
A ideia é de ter as drogas contra o coronavírus disponíveis até o início de 2022.
O objetivo do anticovid é de reduzir as internações e mortes causadas pela doença. As drogas devem servir apenas para combater o coronavírus, diferente dos antibióticos que costumam ser usados para outros tipos de infecções bacterianas.
No Brasil, o Instituto Butantan (SP), e o Instituto Vital Brazil (RJ) desenvolveram soros contra a doença que podem ser aplicados nos primeiros sintomas. Os soros foram feitos a partir do isolamento de anticorpos desenvolvidos por pacientes contra o SARS-CoV-2. Os institutos se preparam para dar início ao teste em humanos.
O projeto mais avançado é o da MSD, em parceria com a empresa de biotecnologia Ridgeback Biotherapeutics. A proposta é que o composto, chamado de molnupiravir, que foi tomado na forma de comprimido duas vezes ao dia em seus testes, atue no início da infecção após o surgimento dos primeiros sintomas, e impeça a replicação do vírus.
A terceira fase dos estudos acontecerá em 18 países, entre eles o Brasil. Os resultados são esperados para setembro e outubro.
O da farmacêutica Roche está sendo testado em 1.400 pessoas na Europa e no Japão, e assim como o da MSD deve ser tomado no início dos primeiros sintomas. Os resultados dos testes com o medicamento devem estar disponíveis até o fim do ano.
O anticovid desenvolvido pela Pfizer, chamado de PF-07321322, foi desenvolvido especificamente contra o SARS-CoV2. Os resultados dos testes em seres humanos são esperados para o fim de junho.
