USP investiga caso de mucormicose em paciente com Covid-19
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP anunciou na quarta-feira (2) investiga um caso de infecção por mucormicose em um paciente com Covid-19.
O surto que teve início em pacientes do coronavírus na Índia, começou a ter seus primeiros casos em território brasileiro. Além do que está em investigação em São Paulo, há um paciente confirmado em Manaus.
De acordo com o HC, o caso que está sendo analisado é de um paciente entre 30 e 40 anos, que não possui doenças preexistentes associadas ao maior risco de contaminação pelo fungo, como a diabetes.
Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não foi notificado sobre o caso de São Paulo. Um caso provável de mucormicose está sendo investigado em um paciente imunossuprimido de Joinville, em Santa Catarina.
"A pasta está em contato com os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) estaduais, para monitorar as possíveis notificações", diz o comunicado.
Em resposta ao Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo afirmou que "os casos de Mucormicose não são de notificação compulsória e os municípios são responsáveis por realizar a vigilância e investigação do caso.
O que é a mucormicose?
A mucormicose é uma infecção causada pelos fungos Mucorales, tendo seu primeiro registro em 1885, ela atinge os vasos sanguíneos da via aérea e os seis da face, podendo causar necrose dos tecidos nestes locais.
O fungo está associado a infecção a falta de higiene pessoal e a esterilização inadequada de ambientes e aparelhos hospitalares.
A contaminação no Brasil é considerada rara. Estão vulneráveis ao fungo os imunossuprimidos, diabéticos e pacientes internados em UTI.
A mucormicose tem predileção pelas vias aéreas e pelos pulmões, o que pode facilitar a contaminação de pacientes de coronavírus, por já estarem com as regiões comprometidas.
