Acréscimo de leitos de UTI Covid em março evitou colapso de sistema na BA
Por Rebeca Menezes / Jade Coelho
O crescimento da oferta de leitos de UTI Covid-19 na Bahia desde o mês de março evitou que pacientes sofressem sem a atenção à saúde. Desde 1º de março deste ano, quando a Bahia teve o sistema de saúde impactado pela segunda onda de contaminações da doença, 450 leitos de tratamento intensivo Covid foram abertos.
Naquela data, o estado somava 1.171 leitos de UTI. Se o número não fosse ampliado, as vagas de UTI teriam acabado em 18 de março, dia em que foram registrados 1.183 internados com casos graves da doença.
A situação continuou se repetindo. Caso o estado ainda tivesse os 1.372 leitos ofertados em 18 de março, teriam faltado leitos de UTI nesta quarta-feira (18), já que a informação do boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) é de que há 1.378 pacientes graves internados, um recorde no estado (leia mais aqui).
Os leitos de tratamento intensivo vêm sendo ampliados desde o mês de março até chegar aos atuais 1.624. A última ampliação ocorreu em 5 de maio.
Ao somar as vagas de tratamento intensivo às de enfermaria, a Bahia contabiliza 3.443 leitos hospitalares para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus.
No auge da primeira onda, em agosto de 2020, o total era de 2.908 leitos Covid SUS, sendo 1.237 de UTI. O estado chegou a esse número em 28 de agosto, quando registrou 1.392 internados com Covid-19, sendo 708 na UTI. Em 2 de setembro, o número de leitos começou a ser reduzido, quando a ocupação geral estava em 46% e a de UTI em 52%.
Na iminência de uma terceira onda da Covid-19 no Brasil, já admitida por especialistas (lembre aqui), as atenções se voltam para os limites do sistema público e privado de saúde. Além do agravamento da pandemia, a estrutura necessária é custosa e demanda além de recursos financeiros. Não há a possibilidade de instalar novos leitos de UTI sem profissionais da saúde de diversas áreas com treinamentos específicos, além de suprimentos, medicamentos e equipamentos.
