Bruno Reis não descarta requisitar insumos hospitalares devido a altos preços no mercado
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, disse nesta quinta-feira (18) que não descarta fazer requisição administrativa de insumos hospitalares usados na internação de pacientes com Covid-19 devido ao alto preço cobrado pelo mercado para adquiri-los. Ele citou o exemplo do oxigênio, cujo m³ era vendido a R$ 4 em tempos normais, mas agora é comprado pela gestão por R$ 70, e criticou os preços praticados pelo mercado
“O mercado está se aproveitando de uma situação como essa. Não queremos entrar em conflito, mas não descarto uma requisição administrativa, se os preços continuarem nesta escala fica impraticável”, afirmou o prefeito, em entrevista coletiva para lançamento da Operação Dengue 2021.
Ainda segundo Bruno, não há risco de falta de insumos para intubação em Salvador. Secretarias municipais de Saúde pelo Brasil reportaram ao Ministério da Saúde que os estoques públicos de medicamentos para intubação estão em níveis críticos e podem acabar nos próximos 20 dias. O chamado "kit intubação" tem, entre outros itens, remédios para anestesia, sedação e relaxamento muscular.
“Os insumos estão garantidos, fica fácil a reposição de oxigênio, a dificuldade é o cilindro, mas os insumos estão garantidos", reforçou Reis.
