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Rede privada tem leitos disponíveis, 'mas isso não é garantia', alerta presidente da Ahseb
Foto: Reprodução / Youtube

Os hospitais particulares da Bahia possuem condição para continuar oferecendo tratamento para pacientes infectados pela Covid-19. Porém, as taxas de ocupação estão crescendo, e é essencial que a população respeite as orientações das autoridades de Saúde para a prevenção da doença e respeitem os decretos regionais. Essa é a análise feita por Mauro Adan, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb).

 

"A taxa está elevada, mas quem tem plano está sendo atendido regularmente. Quero alertar a população, porém, que isso não é garantia. A população e a sociedade precisam adotar medidas de distanciamento social, prevenção, para evitar a disseminação da doença", afirmou, em entrevista ao program BN No Ar, da Rádio Salvador FM 92,3. 

 

De acordo com Adan, os hospitais particulares têm sua ocupação dividida entre dois tipos de pacientes. Aqueles que estão com Covid e aqueles que tratam outras enfermidades. Na capital, Salvador, essa média é "meio a meio". No interior do estado, pacientes com o novo coronavírus representam um pouco mais da metade da ocupação dos leitos. 

 

"A capital tem 14 hospitais privados gerais. Eles têm situações um pouco diferentes de um pro outro. Eu diria que, de forma geral, os hospitais estão meio a meio. Meio Covid e meio 'não-Covid'. Estamos preocupados, mas estamos conseguindo oferecer atendimento para quem tem plano de saúde. Durante junho, julho do ano passado, muitos pacientes 'não-covid' não apareceu nos hospitais, tiveram doenças diagnosticadas tardiamente e vieram a óbio. É muito importante que, nesse novo momento, a gente possa disponibilizar leitos para os dois públicos. Quem não tem Covid precisa ter seu atendimento assegurado", pondera.

 

ESTOQUE DE OXIGÊNIO

O presidente da Ahseb fez questão de ressaltar que oxigênio não deve ser um problema na Bahia, como foi em Manaus (AM). "Não temos dificuldade de compra de nenhum tipo de item. O que tivemos no ano passado foi escassez de produto e aumento de preço. Ainda são preços elevaods, mas precisamos pagar. O mercado está regulado entre oferta e demanda", revelou. 

 

ESCASSEZ DE PROFISSIONAIS 

Mauro Adan também destacou que a intensidade da pandemia tem desgastado profissionais de saúde, principalmente aqueles que trabalham na linha de frente do combate à doença. Por outro lado, ressalta que as equipes médicas estão "mais preparadas" para lidar com a demanda. "Todo o sistema de saúde aprendeu, de forma dura, a lidar e tratar a pandemia. Os tratamentos estão mais evoluídos, a medicina, as equipes médicas estão mais estruturadas. Nos preocupa o aumento da taxa de contaminação. Porque é preciso conter a taxa. Seja no sistema privado ou público, não importa. O sistema de Saúde é único, precisa ser olhado de forma abrangente", destacou. 

 

PREVENÇÃO É ESSENCIAL

Por fim, o gestor alertou para as pessoas continuarem se cuidando para não obterem ou agravarem outras enfermidades. "É importante que as pessoas continuem frequentando seus médicos de confiança. O que pode acontecer de pior é ter patologias agravadas e precisarem de internamento em leito, quando isso poderia ser tratado ambulatorialmente. Sente-se com o médico e tire as dúvidas. De forma geral, quem tem suas consultas, exames, tratamentos continuados, a recomendação é que não pare. Continue tratando da saúde, porque esse é um momento que é preciso assegurar que doenças de base estejam controladas", afirmou. 

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