Rede investigará mutações do novo coronavírus em circulação no país
O Ministério da Saúde está implementando a Rede Nacional de Sequenciamento Genético nos laboratórios centrais de saúde pública dos estados (Lacen), para que possam investigar mudações e diferentes linhagens do vírus causador da Covid-19 em circulação no Brasil.
A expectativa da pasta é de que, na fase piloto, 1,2 mil amostras do vírus sejam sequenciadas em quatro laboratórios de referência: Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, Instituto Evandro Chagas, no Pará, e laboratórios centrais da Bahia e de Minas Gerais.
A implementação da rede foi discutida em uma videoconferência sobre Vigilância Genômica de SARS-Cov-2 realizada na última quarta-feira (10). Participaram do encontro o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, e especialistas dos institutos Fiocruz, Evandro Chagas e Adolfo Lutz.
Na videoconferência foram tratados temas como o aprimoramento da rede de vigilância, o uso das técnicas de sequenciamento genético para controlar a pandemia, os dados de vigilância genômica disponíveis no Brasil e no mundo e o efeito das mutações e variantes sobre o diagnóstico, tratamento e diretrizes de enfrentamento à pandemia.
Segundo o Ministério da Saúde, é fundamental que o Brasil construa uma rede estruturada para combater novas ameaças da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o ministério, a vigilância genômica de vírus respiratórios no Brasil começou em 2000, pelos Centros Nacionais de Influenza, que funcionam nos institutos Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz e Evandro Chagas.
Em março do ano passado, atentos à pandemia de Covid-19, os centros nacionais começaram a receber amostras para sequenciamento de SARS-CoV-2. Outros laboratórios públicos e privados também começaram a realizar sequenciamento dentro de suas linhas de pesquisa para fortalecer a vigilância genômica em território nacional.
