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Salvador pode comprar 103 mil doses da Coronavac e conversa com J&J
Foto: Valter Pontes/ Secom

A prefeitura de Salvador planeja adquirir 103 mil doses da Coronavac, vacina do laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, para imunizar profissionais de saúde das redes pública e privada contra a Covid-19. A gestão também conversa com outros fabricantes para comprar um número maior de vacinas, já que o ideal é que a prefeitura comece a campanha de vacinação com 380 mil doses à disposição, segundo o prefeito Bruno Reis (DEM). 

"Para nós, não importa a nacionalidade da vacina. O importante é que ela seja autorizada, segura e tenha eficácia. Já temos recursos assegurados para a compra, e o ideal é que, de largada, Salvador tenha 380 mil doses para imunizar não apenas os profissionais de saúde, mas também os idosos acima de 60 anos", disse Bruno durante inauguração da Lagoa dos Dinossauros, no bairro do Stiep. 

A prefeitura também tem conversas avançadas para comprar a vacina da Janssen, da Jonhson & Jonhson, a ideal para a cidade, como explicou o prefeito. “Ela pode ser aplicada em uma única dose e tem mais de 90% de eficácia, além de poder ser guardada em uma temperatura entre dois graus e oito graus negativos, ou seja, dentro dos padrões de armazenamento de todas as nossas unidades de saúde”, disse.

A prefeitura já reservou R$80 milhões no orçamento de 2021 para a aquisição de vacinas que sejam autorizadas pela Anvisa. "Estamos conversando com vários laboratórios. E tudo depende também da forma de pagamento, do prazo de entrega e da quantidade de doses disponibilizadas para a venda. A Moderna, por exemplo, queria vender 6 milhões de doses para Salvador, na vacina que é aplicada duas vezes para ter eficácia. Nesse caso, em função de não termos recursos suficientes para uma aquisição nesse montante, o ideal para Salvador seria nos juntarmos a outros municípios e estados para fazer uma compra conjunta. Só que a Moderna só teria disponibilidade para entregar em outubro e estamos tentando antecipar o prazo", acrescentou. 

Bruno Reis disse também que vai solicitar audiência no Ministério da Saúde para tratar do assunto e que deve se reunir ainda essa semana com o governador Rui Costa para discutir a crise sanitária e a aquisição de vacinas. "Esperamos que, além do governo federal, é claro, o Estado também avance nas negociações com os laboratórios para a aquisição das vacinasl", frisou. 

O prefeito revelou, ainda, que técnicos da prefeitura e do governo estadual trabalham também em um protocolo conjunto para o retorno das aulas. "Se depender da Prefeitura, vamos continuar buscando tomar decisões em conjunto, como foi na gestão de ACM Neto. E a retomada da educação tem que ser discutida conjuntamente. A ideia é que os calendários escolares do município e do Estado sejam sincronizados. Já tivemos um grande prejuízo em 2020 e, além de recuperarmos 2020, não podemos correr o risco de perder 2021", frisou. 

Bruno Reis descartou no momento qualquer ação mais enérgica para ampliar o isolamento social por meio do fechamento do comércio. Ele disse que a situação ainda está controlada no que se refere à ocupação de leitos de UTI exclusivos para pacientes com a Covid-19, mas é preciso que todos estejam atentos e façam a sua parte, inclusive a população. 



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