AstraZeneca e Gamaleya assinam acordo para testar combinação de vacinas contra a Covid-19
A farmacêutica AstraZeneca e o Instituto Gamaleya, da Rússia, anunciaram nesta segunda-feira (21) que assinaram um acordo para testar uma combinação das vacinas contra a Covid-19 que estão sendo produzidas por eles.
Segundo a coluna Bem Estar, do G1, o objetivo é analisar qual a segurança e o nível de imunidade que uma combinação de componentes da Sputnik V e da AZD1222, nome dado ao imunizante produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, pode oferecer. "Os ensaios começarão em breve", revela o comunicado publicado nesta segunda.
A possibilidade dessa medida ser tomada já havia sido anunciada pela AstraZeneca no dia 11 de dezembro. Por meio do Twitter, os desenvolvedores da Sputnik V sugeriram que a empresa fizesse a combinação para tentar aumentar a eficácia da vacina.
Vale lembrar que as duas vacinas usam um vírus modificado para introduzir uma parte do material genético do novo coronavírus no organismo e induzir resposta imune.
Quem carrega o coronavírus para o corpo, nesse método, é um adenovírus. A diferença é que os adenovírus usados nas duas doses da vacina de Oxford são iguais, enquanto na vacina russa são diferentes. "O uso de dois vetores diferentes para duas injeções vai resultar em uma eficácia maior do que usar o mesmo vetor para as duas injeções", dizem pesquisadores russos.
O último anúncio feito pelos desenvolvedores indicou que a Sputnik V conseguiu proteger todos os voluntários dos estudos, que tiveram resultado anunciado em 14 de dezembro, de uma infecção grave da Covid-19.
A Sputnik V ainda não teve seus dados de eficácia publicados em revista científica, diferente da vacina da AstraZeneca e Oxford.
Esta última, de acordo com os dados publicados, teve eficácia de até 90% dos voluntários que tomaram uma dose única da vacina.
O Brasil é um dos países que está testando a vacina produzida pela AstraZeneca. O contrato com o país prevê a compra de doses e o repasse da tecnologia para que a Fiocruz produza o imunizante em solo brasileiro, com investimento de R$ 1,9 bilhão.
