Soteropolitanos ocupam 60% dos leitos de UTI estaduais, mas são 44% dos casos na Bahia
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Salvador concentra 20% da população baiana e 64% dos leitos de UTI (adulta e exclusivos para Covid-19) existentes no estado. Enquanto isso, entidades de saúde tem feito alertas para o agravamento da pandemia nas cidades do interior, que de modo geral possuem menos estrutura para atendimentos e internamentos. Dos leitos localizados na capital baiana, cerca de 60% estão ocupados por moradores de Salvador, enquanto os 40% restantes foram regulados de cidades do interior do estado, de acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

 

O assunto foi comentado pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na manhã desta quinta-feira (9). Na ocasião, o gestor fez um alerta para a possibilidade de pacientes do interior sobrecarregarem o sistema de saúde de Salvador. A afirmação foi seguida por um pedido para que os prefeitos adotem medidas "firmes" no combate a pandemia. "Não podemos pagar o preço de eventuais decisões não tão firmes de outros prefeitos. Nesse momento espero firmeza dos prefeitos, como a gente vem tendo desde início da pandemia, para que não haja superlotação das UTIs de Salvador", disse Neto. Ele ainda ressaltou que não tem intenção de impedir ou criar dificuldades para a regulação de pacientes para Salvador.

 

Em meio a isto, a Sesab destaca o que chama de "equívoco comum", ao se referir ao entendimento de que os leitos localizados na capital são exclusivos para residentes em Salvador. "Mas os leitos estaduais atendem a totalidade da população", deixou claro a pasta em nota enviada ao Bahia Notícias.

 

Dados do último boletim da Covid-19, publicado nesta quarta-feira (8), apontam que Salvador concentra 43,66% dos casos de todo o estado o que, mantidas as proporções, indicaria que moradores da cidade ocupariam percentual similar dos leitos clínicos e de UTI. O número, todavia, é diferente.

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