Sem medidas de isolamento, Suécia é excluída da reabertura de fronteiras de países nórdicos
Foto: divulgação/Pixabay

A Noruega e a Dinamarca anunciaram, nesta sexta-feira (29), que vão abrir as fronteiras novamente, exceto para a Suécia. Segundo o jornal O Globo, o número de suecos infectados pela Covid-19 é bem maior. No país, não foram tomadas as medidas obrigatórias de isolamento social para conter o contágio da doença. Em pronunciamentos simultâneos primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen e a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, disseram que a maioria das restrições acabariam no dia 15 de junho.


A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, se pronunciou sobre o assunto um dia antes das entrevistas. Para ela, a restrição ao país é uma decisão política e não é justificável por questões de saúde. 


A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que os dois países tem uma relação próxima que continuará no futuro. "Estamos em diferentes estágio em relação ao coronavírus e isso tem peso sobre o que podemos decidir sobre a fronteira", disse. Em contrapartida, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, disse que vai a discutir a entrada de turistas suecos, finlandeses e islandeses em breve, mas as taxas de infecção nos países vão ser observadas antes de tomar decisões.


A Suécia é apontada como referência por analistas e dirigentes contrários as medidas de isolamento social, como o presidente Jair Bolsonaro. O país tem amis de 36 mil casos e 4.350 mortes pelo novo coronavírus, além de estar entre os que registram maior número de mortes para cada milhão de habitantes: 346,55. A quantidade de vítimas fatais é quase quatro vezes o total somado dos outros países nórdicos. Também é um dos poucos no mundo onde pessoas podem se reunir e escolas e estabelecimentos comerciais estão abertos.


Já a Dinamarca e a Noruega, que adotaram quarentenas obrigatórias, apresentam números mais baixos: são 11.500 casos e 568 mortes, e 8.400 infectados e 236 vítimas fatais, respectivamente.

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