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Mandetta prega racionalidade e equilíbrio entre países na distribuição de insumos

Por Jade Coelho

Mandetta prega racionalidade e equilíbrio entre países na distribuição de insumos
Foto: Marcos Corrêa / PR

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou a coletiva de imprensa desta sexta-feira (3) para pregar comportamento mais racional e equilibrado entre os países.

 

Nesta sexta o Brasil foi impactado por problemas na aquisição de respiradores pela Bahia. Os equipamento ficaram retidos nos Estados Unidos. E o governo americano vem tentando obrigar a 3M, uma das principais fornecedoras da máscara N95 do mundo, a limitar a venda de seu estoque para países como Canará e América Latina (leia aqui).

 

Na avaliação do ministro da Saúde, é preciso diálogo entre os países. Ele defendeu "o mínimo de racionalidade para achar o ponto de equilíbrio".

 

Mandetta explicou que a China é o maior produtor de matéria prima e insumos médicos, e desde que o país começou a registrar aumento no número de casos de coronavírus "se fechou" e parou de fornecer materiais para o resto do mundo.

 

"Nós permanecemos um intervalo de tempo com a China fechada em relação às exportações para atender ao mercado interno. E quando reabriu, o mundo inteiro começou a comprar", acrescentou.

 

Nesse sentido, o ministro reforçou a importância da redução de atividade social. Com menos insumos, o sistema de saúde pode entrar em colapso ainda mais cedo.

 

Questionado sobre a possibilidade de empresas brasileiras produzirem respiradores, o ministro citou a possibilidade, mas ressaltou "que não se faz um sistema de saúde estilo 'faça-se a luz'".