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Planos de Saúde não devem sugerir adiamento de procedimentos, diz presidente da AHSEB

Por Lucas Arraz / Gabriel Rios

Planos de Saúde não devem sugerir adiamento de procedimentos, diz presidente da AHSEB
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

O presidente da Associação de Hospitais Particulares, Mauro Adam, afirmou que os Planos de Saúde não devem sugerir o adiamento de procedimentos, como consultas, exames e cirurgias eletivas, por conta do novo coronavírus. Ainda de acordo com Adam, a "realização ou não do procedimento cabe decisão ao médico assistente, diretor médico e paciente". 

 

"Os planos de saúde não devem interferir no que se vai fazer ou não vai fazer, visto que existe uma solicitação médica que valida o procedimento. O plano de saúde precisa dar autorização. A realização ou não do procedimento cabe decisão ao médico assistente, diretor médico e paciente. Os planos estão tentando interferir no processo que não é a atividade para fim dele", disse o presidente. 

 

Adam também salientou que as unidades ambulatoriais, clínicas e centro de diagnósticos precisam permanecer abertas para evitar aglomerações em leitos hospitalares. 

 

"Nesse momento de epidemia precisamos evitar aglomerações. Nós precisamos que as unidades ambulatoriais, clínicas e centro de diagnósticos permaneçam abertas para cuidar da saúde das pessoas, que tem outras patologias e evitar que essas pessoas se agravam e vão ocupar leitos hospitalares. Precisamos evitar que pessoas que precisam de atendimento ambulatorial parem nas emergência. Só deve ir para a emergência, pessoas em situações específicas. Por isso precisamos das clínicas abertas", explicou. 

 

Questionado sobre a orientação do Planserv de adiar os procedimentos durante o surto da Covid-19 (veja aqui), Adam afirmou que outras operadoras também estão se posicionando nesse sentido, e voltou a salientar que o adiamento de procedimentos depende apenas do paciente, do médico e do diretor médico da instituição. 

 

"Eu não queria focar no Planserv. As várias operadoras de plano de saúde tem se posicionado nesse sentido, seguindo uma recomendação da agência nacional de saúde. O que a associação de hospitais particulares entende é que a decisão para o adiantamento de procedimentos (exames, consultas e cirurgias eletivas) depende de três fatores fundamentais neste processo: o paciente (que tem livre arbítrio para ir até um serviço de saúde), o médico assistente (que é responsável pelo atendimento) e o diretor médico da instituição", finalizou.