Sábado, 25 de Janeiro de 2020 - 00:00

Com obras avançadas, Policlínicas de Salvador atenderão regiões com maior demanda

por Jade Coelho

Com obras avançadas, Policlínicas de Salvador atenderão regiões com maior demanda
Foto: Ascom Sesab

Com terrenos doados e construções custeadas pelo governo do estado, Salvador vai receber ainda em 2020 duas Policlínicas Regionais de Saúde. Após a entrega, a administração das unidades será de responsabilidade da gestão municipal. Os números já alcançados pelas policlínicas em todo o estado são comemorados pelo coordenador dos consórcios de saúde da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), Nelson Portela. Em todo estado já são 15 unidades que beneficiam até o momento cerca de oito milhões de baianos, total que representa, de acordo com Portela, em torno de 70% da população baiana.

 

Os equipamentos da capital ficarão nos bairros de Escada, no Subúrbio Ferroviário, e Narandiba, na região do Cabula. A Policlínica Regional de Saúde em Narandiba está com 25% de obras concluídas. A unidade de Escada está com 50% da construção executada. As informações são da Sesab. Nelson Portela ainda explica que a localização das estruturas visaram o número de pessoas que poderiam ser beneficiadas e o acesso. “São localidades que a gente entende que teriam maiores demandas, por isso a escolha dessas localidades”, disse o coordenador dos consórcios de saúde.

 

Diferente das policlínicas do interior, em que diversos municípios de cada uma das regiões beneficiadas formam um grupo para gerir as policlínicas, em Salvador a administração das unidades não será feita por um consórcio. O motivo, de acordo com Nelson, foi opção da própria gestão municipal.

 

Para a administração das unidades o estado entra com 40% do custo e os consórcios com os 60% restante, conforme Nelson Portela. O recurso empregado pelo estado com cada uma das unidades varia de R$ 800 mil a R$ 1 milhão.

 

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, classifica as policlínicas como um “modelo que deu certo”. “Desde o início do seu mandato, o governador Rui Costa identificou um vazio assistencial entre a atenção básica e a hospitalar, compreendido pelos exames e consultas especializados. Esse vazio impactava fortemente a capacidade de resolução dos médicos na atenção primária, ou seja, nos postos de saúde. O projeto das policlínicas visou minimizar essa deficiência, implantando estruturas de grande porte em todas as regiões de saúde. Quase três anos após a inauguração da primeira policlínica, constatamos que o modelo deu certo e estamos ampliando para 24 regiões atendidas, o que será atingido ainda no final de 2020”, disse Vilas-Boas ao Bahia Notícias.

 

As policlínicas têm o objetivo de regionalizar a Saúde e desafogar a procura por atendimentos nos hospitais. As unidades oferecem atendimentos e exames em especialidades como angiologia, cardiologia, endocrinologia, gastrenterologia, neurologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia e obstetrícia, mastologia e urologia. As policlínicas também realizam exames como ressonância magnética com e sem contraste, tomografia com e sem contraste, mamografia, ultrassonografia com doppler, ecocardiografia, ergometria, mapa, holter, eletroencefalograma, raio-X, eletrocardiograma, endoscopia, colonoscopia, nasolaringoscopia, colposcopia, histeroscopia, cistoscopia, serviços ligados às especialidades de oftalmologia, entre outros.

 

Com obras avançadas, a próxima unidade entregue será a de Barreiras, no oeste do estado. O prefeito da cidade, Zito Barbosa (DEM), destacou que o município doou o terreno para a construção da unidade e está com boas expectativas para a inauguração e início dos atendimentos. “Esperamos que com a inauguração da policlínica possa ajudar os municípios. Nós teremos vários serviços, principalmente de imagens, são em torno de 22 serviços de imagem, é um tipo de atendimento caro, que os municípios hoje bancam, e nós vamos ter com a inauguração da policlínica essa melhoria para o atendimento da nossa população”, disse Zito.

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