Cientistas elaboram banco de fotos de cocô para melhorar diagnósticos de doenças
O primeiro banco de dados com imagens de cocô do mundo está sendo elaborado a partir de uma parceria entre o MIT e as empresas de saúde Seed e Augi. Cerca de 100 mil fotos vão contribuir com o objetivo de ajudar médicos e pacientes. Isso porquê a partir da cor, textura e formato das fezes os médicos conseguem identificar como vai a saúde dos pacientes.
A partir da aparência e consistência, o cocô pode ser classificado em sete categorias baseadas na escala de fezes de Bristol. A partir dessa escala o médico pode identificar o estado do paciente, se constipado, sem fibra, com problemas de evacuação, ou em algum lugar intermediário desse espectro.
As imagens para o banco de dados já começaram a ser reunidas. O passo seguinte será realizado por sete gastroenterologistas. Os profissionais vão examinar as fotografias sob perspectiva clínica. As informações servirão para treinar uma inteligência artificial, para que o algoritmo seja capaz de detectar problemas de intestino e auxilie para um diagnóstico mais preciso.
Os responsáveis pela ideia destacam que a iniciativa pode ajudar potencialmente uma em cada cinco pessoas nos Estados Unidos que têm condições intestinais crônicas, como a Síndrome do Intestino Irritável. Reportagem da Superinteressante traz estimativa de que no Brasil quase 30% da população tem prisão de ventre.
