Subúrbio Ferroviário e São Caetano/ Valéria são áreas de Salvador com maior déficit de médicos
Por Ailma Teixeira
Apesar da implantação de programas que visam aumentar o número de médicos na rede assistencial de Salvador, o município ainda possui déficit de cerca de 83 médicos na Atenção Primária. Ao considerar os números de urgência e emergência, essa carência sobe para 180 médicos. Esses dados foram revelados pelo secretário municipal de Saúde, Léo Prates, na manhã desta quinta-feira (26).
Em entrevista ao programa Isso é Bahia, parceria entre o site Bahia Notícias e a rádio A Tarde FM, ele contou ainda quais são as áreas de Salvador que mais sofrem com a ausência desses profissionais.
"O Subúrbio Ferroviário e o distrito de São Caetano/ Valéria são as áreas mais carentes de fixação de médicos. No Subúrbio, que mandei priorizar, o déficit é de 34 [médicos]", destaca Prates.

Foto: Raul Spinassé / Ag. A Tarde
Diante desse quadro, o secretário ressalta as ações da prefeitura no sentido de minimizar o problema. "Vamos reabrir o cadastramento para médico em PJ [Pessoa Jurídica], não é o Poder Público que vai enfrentar essa cultura, e vamos convocar mais 213 médicos", citou.
Outra ação é o Programa de Residência, implementado inicialmente com 33 médicos. De acordo com Prates, o governo federal vai auxiliar com o pagamento de bolsa no valor de R$ 3 mil e o município vai complementar com mais R$ 6 mil, totalizando R$ 9 mil por mês. Enquanto isso, a gestão da capital baiana negocia a contratação de mais 45 profissionais, que devem entrar no programa em março do ano que vem.
