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Pesquisadores baianos criam sistema que simula patologias cardíacas

Pesquisadores baianos criam sistema que simula patologias cardíacas
Foto: Divulgação

Um grupo de pesquisadores do Polo de Inovação de Salvador (PIS), unidade do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com sede no Parque Tecnológico, desenvolveu  um sistema de simulação de patologias do coração capaz de reproduzir ou imitar determinados aspectos reais com pacientes que sofrem problemas cardíacos como, por exemplo, um infarto.

 

O dispositivo foi criado para a empresa Algetec, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII). O simulador de paciente é composto de tórax e cabeça, e gera todos os sinais elétricos de eletrocardiograma (ECG) que um monitor cardíaco capta no corpo humano. Além de possuir estrutura mecânica e eletrônica que demonstram dados simulados sobre a situação, um aplicativo interativo permite ao professor programar a simulação de eventos para o aluno treinar ações terapêuticas, enquanto acompanha a evolução do quadro clínico em função do tratamento adotado.

 

De acordo com Josemir Alexandrino, professor de eletrônica, que esteve à frente do projeto, o simulador suporta manobras clínicas como massagens cardíacas, recebe a aplicação de descarga elétrica e reproduz os sons característicos dos batimentos cardíacos. “Muitos desses produtos que estão no mercado atualmente limitam os estudantes ao modelo virtual fornecido pelo próprio fabricante que não gera sinais elétricos do ECG. Isso pode levar à falta de experiência por parte do profissional na hora de lidar com a situação real”, explicou.

 

O produto, que foi concluído em abril deste ano,  está em fase de testes, para que futuramente possa ser comercializado. O trabalho surgiu de uma parceria entre a Algetec e o IFBA, onde os pesquisadores, que atuam no PIS, sugeriram o projeto devido ao teor didático com aplicação na área de engenharia que faz parte dos atributos da empresa. Segundo Josemir, o principal objetivo é melhorar o acesso aos simuladores de qualidade nas faculdades de medicina e saúde, pois, atualmente, os que possuem esse nível de tecnologia são importados e, por isso, custam caro. "Além disso, consideramos importante aproximar os futuros profissionais, que irão cuidar da vida da sociedade, dos obstáculos que ocorrem no dia a dia da profissão. Quanto maior o aprendizado, menor serão os erros que poderiam ser fatais”, destacou Alexandrino.