Para relatora da ONU, portadores de hanseníase são segregados no Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Pessoas com diagnóstico confirmado de Hanseníase no Brasil sofrem uma segregação "institucionalizada e interpessoal", segundo a relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas Afetadas pela Hanseníase, Alice Cruz, nesta terça-feira (14).

 

Segundo a Agência Brasil, a representante da ONU visitou, entre os dias 7 e 14 de maio, pontos do Rio de Janeiro e do Pará, como o Hospital Curupaiti, situado na zona oeste da capital fluminense, para levantar informações sobre os direitos das pessoas portadoras da hanseníase.

 

A emissária da ONU ainda destacou que o Brasil é um dos poucos países que instituíram um marco legal antidiscriminatório e medidas de reparação a hansenianos. Para Alice Cruz, mesmo com iniciativas pioneiras e uma queda na taxa de incidência durante a última década, a doença permanece como uma "questão sumamente importante", devido à relação que tem com disparidades sociais e estruturais.

 

"Encontrei uma situação administrativa muito complexa, porque as colônias estão enquadradas na atenção à saúde, mas, na verdade, são espaços de residência. Então, não basta ter uma estratégia de saúde, pois as pessoas precisam de água, de luz. Isso impele a repensar a administração desses espaços", disse.

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