Idade das artérias pode ser diferente da idade biológica do paciente, revela estudo europeu
Um novo exame europeu permite a identificação da idade biológica das artérias dos pacientes. Através dele é possível saber se uma pessoa, mesmo jovem, tem artérias rígidas que podem causar lesões comumente encontradas em pessoas mais velhas.
Os estudos que levaram a descoberta do exame foram realizados pela sociedade médica Artery, e indicaram que a idade das artérias pode ser diferente da idade biológica do paciente e quanto mais velhas ela forem, maiores são os riscos para o coração.
O novo método de exame utiliza a velocidade de onda de pulso (VOP), gerada a partir de cada batimento do coração como um biomarcador de dano vascular, que é avaliado por meio da pressão central.
Os cientistas constataram que a parede vascular possui, pelo menos, duas funções. A camada celular que reveste interiormente os vasos sanguíneos e linfáticos, denominada endotélio, funciona como um órgão e tem a função de contração de elasticidade da artéria. A parede média é uma camada que contém bastante elastina, quando a pessoa é jovem, e dá elasticidade ao vaso. Ao longo do tempo, o ser humano vai transformando a elastina em colágeno e ela vai ficando mais dura. É a arteriosclerose, ou esclerose das artérias, em que o vaso vai perdendo a capacidade de elasticidade. Por isso, costumava-se dizer que na pessoa idosa, a pressão arterial aumentava.
Através dos testes foi possível identificar, com a comparação dos vasos de pacientes normais e doentes. "E a gente viu que o vaso de um paciente doente tinha um endurecimento, como se estivesse mais velho. Daí, a gente viu que tinha relação: quanto mais duro ou rígido o vaso fosse, mesmo se a pessoa fosse jovem, o comportamento daquela artéria era como se ele tivesse 70 anos, porque já tinha placa", explicou o presidente da Sociedade Arterial Latino-Americana (Artery Latam) e da Sociedade Latino-Americana de Hipertensão (Lash), Eduardo Costa Duarte Barbosa.
