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Militares atuarão na reestruturação de hospitais federais no Rio de Janeiro

Militares atuarão na reestruturação de hospitais federais no Rio de Janeiro
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O governo federal decidiu inserir profissionais militares e civis de unidades das Forças Armadas nos seis hospitais federais instalados no Rio de Janeiro: Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores. De acordo com o Ministério da Saúde, a medida faz parte de uma ação integrada para reestruturar o atendimento nas unidades. Hospitais privados de outras localidades também terão participação nas alterações realizadas.

 

A ação foi anunciada nesta quarta-feira (23) pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, juntamente com o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, e da secretária especial de Modernização do Trabalho da Secretaria Geral de Governo, Márcia Amorim, que também compõem a iniciativa. "Espero que a população entenda que estamos trazendo o que temos de melhor para tentar aprimorar a rede de saúde do Rio de Janeiro. Ela também é parte dessa solução. Se nós conseguirmos aprimorar qualquer coisa no primeiro dia ou no segundo dia, espero que a população saiba valorizar e, principalmente, que ela se aproprie para que não perca aquilo que tão duramente foi conquistado", disse o ministro.

 

Segundo a Agência Brasil, Mandetta negou que a presença dos militares signifique uma intervenção nos hospitais federais. "Não existe intervenção, porque não se intervém em algo que é da sua responsabilidade. É função do Ministério da Saúde. Esses hospitais estão sob gestão da União, são federais. O que se está fazendo é reconhecer que muito da situação e do que acontece nesses hospitais é falta de decisão do governo federal para enfrentar os problemas de falta de concurso, de reposição, de educação continuada, de equipamento e de rotina".

 

De acordo com nota do Ministério da Saúde, os resultados esperados com a medida são: diminuir a espera por atendimento nas unidades de emergência; ampliar a produção por leito hospitalar melhorando o tempo médio de internação de cada paciente; reduzir os índices de infecção hospitalar; diminuir as taxas de mortalidade e racionalizar a utilização de recursos, permitindo que todos os recursos economizados com a melhoria de gestão sejam reaplicados nas próprias unidades.