Cientistas usam edição genética para eliminar população de mosquito vetor da malária
Pela primeira vez, cientistas afirmaram ter eliminado uma população inteira de mosquitos portadores de malária, por meio de edição genética. Realizado em laboratório, no Imperial College London, o estudo utilizou a espécie Anophele gambiae.
Os pesquisadores ajustaram um gene conhecido como doublesex para que um número maior de fêmeas não pudessem picar ou se reproduzir. Com isso, segundo o G1, a característica era passada naturalmente para os descendentes. Depois de oito gerações, não havia mais fêmeas para reprodução.
"Esse avanço mostra que a genética dirigida pode funcionar, proporcionando esperança na luta contra uma doença que atormenta a humanidade há séculos", afirmou a principal autora do estudo, Andrea Crisanti, professora do Departamento de Ciências da Vida do Imperial.
O próximo passo do estudo será testar os resultados em um laboratório que simula um ambiente tropical. "Passarão pelo menos de cinco a dez anos antes de considerarmos testar mosquitos com genética dirigida na natureza", ponderou a equipe.
