Duas a cada cinco crianças não são amamentadas na primeira hora de vida
Embora a amamentação até uma hora após o nascimento proteja contra infecções e diminua também a chance de mortalidade infantil, apenas três a cada cinco crianças são amamentadas nesse período. Esse número, que equivale a cerca de 78 milhões de crianças no mundo, é parte do relatório da Organização Mundial da Saúde e da Unicef (Agência das Nações Unidas para a Infância).
Com dados de 76 países, o documento foi divulgado nessa segunda-feira (30) para a Semana de Aleitamento Materno, que vai desta quarta (1º) até a próxima terça (7). Segundo informações do G1, o estudo aponta que recém-nascidos que foram amamentados entre duas e 23 horas após o nascimento tiveram um risco 33% maior de morrer em comparação aqueles que começaram a mamar em menos de uma hora depois do parto. No Brasil, os últimos dados são de 2006, que mostram que 42,9% das crianças brasileiras tiveram iniciação precoce do aleitamento. "Mesmo um atraso de algumas horas após o nascimento pode representar consequências com risco de vida", afirmam as entidades.
De acordo com o relatório, o aleitamento na primeira hora também estimula a produção do leite materno e do colostro, que é uma substância amarelada, rica em anticorpos e nutrientes. Por isso, esse composto é conhecido como a "primeira vacina do bebê".
Detalhes do documento também mostram que a maioria dos bebês que não são amamentados na primeira hora são nascidos em países de baixa e média renda. "Mães não estão recebendo apoio suficiente para amamentar dentro daqueles minutos cruciais após o nascimento, mesmo dos profissionais de saúde dentro dos hospitais", explicou a diretora da Unicef em nota, Henrietta H. Fore. Diante desse quadro, também em nota, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a necessidade de ampliar o apoio às mães, tanto por parte da família quanto de profissionais de saúde e do governo.
