Equipe brasileira passa a integrar iniciativa internacional de ajuda humanitária em saúde
Uma equipe de especialistas brasileiros está em processo de capacitação para atuar em situações de emergência em saúde em todo o mundo. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), chamada Equipes Médicas de Emergência (EMT). De acordo com o Ministério da Saúde, o compromisso atende a um pedido feito, em março deste ano, pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, durante visita ao Brasil. Atualmente, instituições governamentais e não governamentais de dez países integram a Iniciativa: Alemanha, Austrália, China, Costa Rica, Equador, Israel, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Rússia. "O Brasil já tem experiência em emergências em saúde pública, tanto em questão de desastre quanto de surto. Em contato com vários países, demonstramos sempre nossa capacidade de resposta. Esse grupo nos propõe o desafio de integrar a informação, de compor um grupo multiprofissional para que todos tenham acesso à mesma orientação para atuar em momentos de crises na saúde, para que se tenha uma resposta imediata", destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto. A iniciativa de ajuda humanitária tem como objetivo auxiliar países de todo o mundo a capacitar e fortalecer seus sistemas de saúde, coordenando o envio de profissionais (enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, paramédicos) para prestar atendimento clínico direto a populações afetadas por emergências e desastres em outros países ou mesmo dentro do próprio território. Para o consultor para Desastres da Opas, Fábio Evangelista, a experiência do Brasil em emergências de saúde vai ajudar muito as equipes internacionais. "O Brasil tem uma capacidade imensa instalada por conta de toda sua experiência ao longo dos anos fazendo um trabalho com doenças transmissíveis. Com vírus zika e a microcefalia, por exemplo, o Brasil teve uma resposta muito eficiente. Como o Brasil já construiu essa expertise ele pode aportar essa experiência para atender mais rapidamente e com qualidade problemas em outros países", afirmou. A equipe brasileira é formada por 35 profissionais de diferentes áreas de atuação do Ministério da Saúde, Hospitais Federais, Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) e Ministérios da Integração Nacional e Defesa.
