Secretaria Municipal de Saúde registra dois casos de agressões físicas no Carnaval
Por Francis Juliano/ Cláudia Cardozo
A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador registra uma queda de 5% nos atendimentos no Carnaval, comparado a 2017. Segundo o secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, cada vez mais, se atende menos pacientes com menor gravidade nos circuitos da folia. O maior número de casos foi registrado no Circuito Barra-Ondina. Também registram menos casos clínicos e menos agressões físicas. Até o momento, desde o início do Carnaval, a pasta registrou dois casos de agressões. Um foi ferimento a bala, ocorrido na Ladeira da Montanha. O outro, de maior gravidade, foi de um folião que foi agredido com socos e pontapés e foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE) entubado. Para o secretário, “a segurança é fundamental para disciplinar e permitir uma tranquilidade maior no carnaval e o destencionamento das cordas tem gerado menos atritos entre os foliões ou entre a Polícia Militar e os cordeiros para manter a ordem”. As barreiras de segurança, segundo José Antônio, também são importantes para evitar que as pessoas levem armas para o Carnaval. Devido a atuação da Vigilância Sanitária (Visa), também foi observado um decréscimo no atendimento de casos de diarreia, cefaleia e infecções generalizadas causadas por alimentos. A Visa, antes do Carnaval, fez a testagem da água dos estabelecimentos nos circuitos, como de bares, restaurantes e hotéis. Quando foi constatado uma baixa no nível do cloro da água, a Embasa era notificada para resolver a situação. O secretário também informou dados do programa Fique Sabendo. Até então, já foram distribuídas 1,2 milhão de camisinhas, realizados 1,2 mil exames de HIV, com oito casos positivos. O posto também realiza exame de sífilis. Já foram detectados 48 casos da doença. Os pacientes com resultado positivo são encaminhados para o serviço de saúde da rede pública para acompanhamento e tratamento adequado.
