Desenvolvido nos EUA, método de biovigilância ajuda a detectar zika em mosquitos e humanos
Um novo método de biovigilância vai ajudar a descobrir se a zika está presente em populações humanas e em mosquitos. Uma equipe do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, desenvolveu a pesquisa a partir de uma técnica de amplificação isotérmica de DNA mediada por loop e conhecida como LAMP, para detectar facilmente o vírus em amostras brasileiras, americanas e nicaraguenses. Os pesquisadores esmagaram um mosquito dentro d'água, tiraram 2 microlitros dela (quantidade equivalente a uma cabeça de alfinete), e depois a aqueceram em um tubo com químicos e reativos. A cor mudava de 30 minutos a uma hora. Segundo a Agência Brasil, esse novo método de biovigilância permitiu indicar rapidamente se o zika vírus estava presente nos mosquitos, o que evitaria espalhar pesticidas e usar outros métodos de prevenção da doença em locais onde não são necessários. O diagnóstico humano ainda é um desafio e vai levar mais tempo para ser aprimorado, já que requer uma grande quantidade de dados antes de as agências reguladoras dos governos autorizarem a utilização do LAMP como teste em pacientes. "A maioria dos países envolvidos no surto atual [de zika] não é rica. É importante tentar desenvolver métodos de vigilância de baixo custo, que algum dia possam ser usados por estas nações", afirmou a pesquisadora Nunya Chotiwan. A técnica será testada por médicos do Hospital Pediátrico de Manágua, na Nicarágua, e por profissionais de Porto Rico, que vão empregar o método para verificar as condições dos mosquitos.
