OMS investiga causa de mortes na Libéria e descarta ebola
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que tem ajudado as autoridades da Libéria a descobrir a causa da morte de 11 pessoas, e que mais oito pessoas adoecessem. A OMS descartou a possibilidade de infecção pelo vírus ebola. Entres os doentes que permanecem vivos, cinco estão hospitalizados, dois deles em estado crítico. A Libéria foi um dos três países - ao lado de Guiné e Serra Leoa - que sofreu em 2014 e 2015 a maior epidemia de ebola da história. As autoridades das Libéria relataram para a OMS as mortes inesperadas de pessoas no hospital Francis Grant, cidade de Greenville, sem que fosse possível determinar o motivo. As pessoas que adoeceram estiveram presentes no enterro de um líder religioso local. Foi iniciada uma investigação em sete amostras provenientes dos falecidos e descartou que se tratasse da doença. Todos os doentes apresentavam febre alta, diarreia, vômitos e outros sintomas similares aos apresentados por pessoas infectadas com ebola. Diante dessa situação, as autoridades locais estabeleceram as medidas de precaução para evitar o contágio, como isolar os pacientes e usar trajes de proteção especial ao lidar com os mesmos. Também estão sendo analisados o que os pacientes fizeram nos dias anteriores à manifestação dos sintomas, para ver se há outro vínculo entre eles, além de terem comparecido ao enterro. A epidemia de ebola na África Ocidental causou mais de 11.300 mortes e destruiu os já precários sistemas de saúde locais, mas, desde então, o sistema de vigilância tem sido reforçado.
