Bolsa preenchida por fluido busca ampliar sobrevivência de bebês prematuros
Na tentativa de aumentar as chances de sobrevivência de bebês extremamente prematuros, pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um útero artificial a partir de uma bolsa preenchida por fluido. O suporte extrauterino foi testado em estudos pré-clínicos com cordeiros. Os cientistas conseguiram simular o ambiente do útero e as funções da placenta. Em entrevista ao jornal O Globo, o cirurgião especializado e líder do estudo, Alan Flake, explicou que bebês que nascem entre 23 e 26 semanas de gestação são considerados críticos. Nesse período, eles pesam pouco mais de 500 gramas e têm pulmões subdesenvolvidos, que não conseguem lidar com o ar. "Esses bebês têm uma necessidade urgente de uma ponte entre o útero da mãe e o mundo exterior", afirmou. A equipe pretende que o sistema extrauterino permitam que os bebês extremamente prematuros fiquem suspensos até chegarem às 28 semanas, quando as chances de sobrevivência aumentam drasticamente. É possível que sejam necessários cerca de 10 anos para licenciamento do equipamento.
