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'Sentinelas da febre amarela': Ministério da Saúde pede que população não mate macacos

'Sentinelas da febre amarela': Ministério da Saúde pede que população não mate macacos
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde emitiu alerta nesta segunda-feira (13) com relação à importância de não se matar os macacos na tentativa de evitar casos de febre amarela. A pasta lembrou que os animais não são responsáveis pela transmissão da doença - que tem mosquitos como vetores. "Eles servem como anjos da guarda, como sentinelas da ocorrência da febre amarela", ressaltou em nota o gerente de vigilância das Doenças de Transmissão Vetorial, Renato Alves. "É importante que a gente mantenha esses animais sadios e dentro do seu ambiente natural, porque a detecção da morte de um macaco, que potencialmente está doente de febre amarela, pode nos dar tempo para adotar medidas de controle para evitar doença em seres humanos", completou. O ministério ainda ressaltou que matar animais é considerado crime ambiental. De acordo com o Art. 29 da Lei n° 9.605/98, "matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida", pode gerar pena de seis meses a um ano de detenção, mais multa. "É importante que a população tenha plena consciência de que os macacos não são responsáveis pela existência do vírus e nem por sua transmissão a humanos. Eles precisam ser protegidos. A morte desses animais traz enorme desequilíbrio ambiental, que não pode ser agravado pela ação do homem", disse o diretor de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente, Ugo Vercillo.