Teste-piloto para vírus Zika deve ser implantado em postos de saúde de Pernambuco
Dois sistemas de teste rápido para detectar o vírus Zika em pessoas, larvas e mosquitos Aedes aegypti apresentaram resultados promissores em uma pesquisa feita pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A previsão é de que um dos sistemas seja implantado como projeto-piloto na rede pública de saúde do estado no segundo semestre deste ano. De acordo com o professor José Luiz de Lima Filho, diretor do Lika, um dos sistemas, de menor custo e mais simples, utiliza um anticorpo para detectar a presença do vírus. "Coloca a amostra num papelzinho e se tiver a presença do vírus, surge uma linha dentro do sistema indicando positividade", explicou à Agência Brasil. Lima Filho afirmou que, caso chegue à etapa final de produção em larga escala, esse modelo pode ser disponibilizado em postos de saúde e até mesmo em farmácias, para que o próprio paciente faça o teste. A tecnologia foi desenvolvida inicialmente para testagem em humanos, mas os cientistas perceberam depois que poderia ser utilizada para identificar a presença do vírus nos hospedeiros. "Se soubesse que tinha o mosquito infectado, o serviço público poderia intensificar as ações naquele local e evitar a disseminação da doenças", completou. Os pesquisadores esperam disponibilizar as tecnologias no mercado em 2018.
