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Brasileiros criam método simples para diagnóstico de Alzheimer

Brasileiros criam método simples para diagnóstico de Alzheimer
Foto: Divulgação / UFSCar
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um método simples, rápido e de baixo custo para detectar o mal de Alzheimer. Atualmente, os médicos contam apenas com técnicas pouco precisas para o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética e análise clínica dos sintomas. "É muito difícil diferenciar o Alzheimer de outro tipos de demência. Normalmente, pessoas idosas tendem a ter mais demências, 60% das quais são relacionadas ao Alzheimer", disse à Agência Brasil o professor do Departamento de Química da UFSCar Ronaldo Censi Faria, um dos responsáveis pelo estudo. Os cientistas notaram que pacientes com a doença apresentam alteração na proteína ADAM10, presente no sangue. Para comprovar a alteração, foram selecionados 24 voluntários com mais de 60 anos, divididos entre saudáveis, portadores de Alzheimer e de transtorno neurocognitivo leve (considerado o pré-Alzheimer). A conclusão foi que a proteína apresentava alterações tanto nos pacientes portadores de Alzheimer como nos de pré-Alzheimer. "Nesse universo pequeno de 24 indivíduos, ficou bem notória a diferença nos valores da ADAM10. Isso mostra que [o método] tem uma boa precisão", afirmou. O exame foi feito com o uso de biomarcadores, cujo custo material não passa de R$ 3, tornando possível identificar diferentes estágios da doença e até mesmo predisposição ao Alzheimer, segundo a pesquisa. Uma pequena quantidade de sangue é tratada com partículas magnéticas que são capturadas por um imã. A concentração é determinada com um dispositivo sensor descartável. O nível do biomarcador tende a aumentar, dependendo do grau da doença. De acordo com os pesquisadores, a patente do biomarcador já foi registrada, mas a previsão é que o produto leve de cinco a 10 anos para chegar ao mercado. A próxima etapa do estudo será a ampliação do número de voluntários para 200 a 300.