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Nova presidente da Fiocruz pretende priorizar contribuições à sociedade durante gestão

Nova presidente da Fiocruz pretende priorizar contribuições à sociedade durante gestão
Foto: Divulgação / Fiocruz
Os planos de administração da primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 116 anos de história da instituição já estão traçados. Inicialmente, Nísia Trindade quer botar em prática os dez pontos que sustentaram a sua campanha à presidência da Fiocruz, em novembro de 2016, e que a levaram ao primeiro lugar, com 59,7% dos votos. Segundo Nísia, os temas abordados durante a campanha envolvem, entre outros pontos, a defesa do Sistema Único de Saúde [SUS], do sistema de ciência e tecnologia aplicado ao desenvolvimento sustentável, a todo o recurso ao campo da vigilância em saúde, da pesquisa transnacional, da atenção com qualidade. "Nós vamos também trabalhar na visão de como a Fiocruz pode contribuir para aprofundar a cidadania, o acesso à saúde, ao desenvolvimento científico e tecnológico e à renovação do país", afirmou em entrevista à Agência Brasil. A doutora em sociologia, pesquisadora, professora e servidora da Fiocruz desde 1987 lembrou que as contribuições da instituição no campo de pesquisas ocorrem em várias áreas do conhecimento, incluindo prevenção, tratamento e promoção da saúde em relação a diversas doenças. Para ela, atualmente o grande desafio da fundação é trabalhar tanto com as doenças infecciosas quanto com as crônicas que, com o envelhecimento da população, representam preocupação cada vez maior e um grande tema de saúde pública. "A Fiocruz vem fazendo movimento para pesquisas nessas áreas, como também em câncer, doenças cardíacas e cardiovasculares e o diabetes", completou. A nova presidente da Fiocruz disse ainda que a questão de orçamento é uma das dificuldades da instituição diante do quadro de crise financeira do país. Para ela, a aplicação de recursos em pesquisas e em saúde pública não pode ser considerada gasto, mas investimento.