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Dormir no quarto dos pais reduz risco de mortes súbitas de bebês por asfixia

Dormir no quarto dos pais reduz risco de mortes súbitas de bebês por asfixia
Foto: GESP/A2img
A Academia Americana de Pediatria (APP) recomendou que os recém-nascidos durmam no quarto dos próprios pais, em berço próprio, para reduzir os riscos de mortalidade relacionados ao período do sono, como a síndrome da morte súbita do lactente. A academia recomenda que o procedimento ocorra pelo menos durante os seis primeiros meses de vida e, se possível, até o bebê completar um ano de idade. A medida pode reduzir em até 50% de morte súbita. O relatório foi apresentado nesta segunda-feira (24) na conferência anual da AAP, que é realizada em San Francisco, na Califórnia, e foi publicado no site da revista médica "Pediatrics". É a primeira atualização das recomendações desde 2011 para criar um ambiente de sono mais seguro para os lactentes. Nos Estados Unidos, cerca de 3,5 mil bebês morrem em suas camas, por ano, devido a síndrome e asfixia acidental. O índice de mortalidade de recém-nascidos diminuiu na década de 1990 após o lançamento de uma campanha nacional para melhorar sua segurança durante as horas de sono, mas depois se estagnou. A APP ainda recomenda deitar os bebês de barriga para cima, em uma superfície firme no berço, coberta com um lençol bem esticado, assim como evitar cobertores, travesseiros ou bichinhos de pelúcia que possam cobri-los e gerar um calor excessivo. Os bebês correm um risco maior de morte súbita entre o primeiro e o quarto mês de vida, mas novos estudos mostram que os cobertores, travesseiros e outros objetos moles são perigosos inclusive para os bebês maiores de quatro meses, afirma a AAP. Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima reduziu o risco de morte em 53% entre 1992 e 2001. A instituição também reforçou a importância do contato físico entre mãe e recém-nascido, após o nascimento, independentemente do tipo do parto. O contato deixa a temperatura corporal e o ritmo cardíaco do bebê mais estável. O contato com a pele da mãe também faz com que o recém-nascido conviva com as mesmas bactérias e desenvolva, assim, seu sistema imunológico. Amamentar os bebês também aumenta a proteção contra a síndrome de morte súbita, de acordo com o estudo.