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Oncologia não é principal problema de saúde na Bahia

Oncologia não é principal problema de saúde na Bahia
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Apesar da série de ações realizadas pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) para detecção de casos de câncer em todo o estado, alguns pacientes acabam não recebendo tratamento para a doença após o diagnóstico. De acordo com a presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde, Stela Souza, a ausência de hospitais especializados para o tratamento ou de leitos nos municípios dificulta o processo. "Tivemos uma reunião com o diretor da Sesab que trabalha com o Saúde sem Fronteiras, na qual ele, muito angustiado, disse que não adianta mexer no vespeiro. A mulher está lá quieta, no canto dela, faz o rastreamento do câncer de mama e descobre um nódulo. Ela precisa fazer punção, outros procedimentos e o tratamento. Então não adianta, vai deixar ela lá parada?", questionou em entrevista ao Bahia Notícias. A presidente afirmou que os casos oncológicos não representam os maiores problemas da saúde baiana atualmente, mas são muito relevantes pela necessidade de uma ação rápida. No entanto, nem sempre a estrutura e sistema disponíveis permitem agir da forma ideal.  "A Sesab tem ido aos colegiados, onde tem gestores regionais, onde se reúnem os municípios da reunião. Então se vai fazer um rastreamento em Alagoinhas, por exemplo, reúnem-se todos os municípios para Alagoinhas e verificam se eles podem garantir todos os exames. Quando eles não garantem, mandam para Salvador, onde é feito o encaminhamento. Essa demora aconteceu muito mesmo. Sou testemunha porque já fiz rastreamento em outros municípios que já trabalhei. Os pacientes ficam com a mamografia na mão e não vai pra lugar nenhum. E o desespero tomando conta", completou.