Estudo aponta que teste de qualidade de óculos de sol precisa ser revisto
Foto: Getty Images
O teste de qualidade e segurança de lentes de óculos de sol à radiação ultravioleta, usado como base para definir normas técnicas de produção em países como o Brasil, precisa ser revisto. De acordo com estudo realizado por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), o teste é ineficaz da forma que é feito atualmente. "O teste é incapaz de assegurar que as lentes de óculos de sol comercializados no Brasil conferem proteção à exposição à radiação solar em limites considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde", afirmou Liliane Ventura, professora do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP e coordenadora do projeto, à Agência Fapesp. A pesquisadora explicou que alguns estudos indicavam que a exposição ao sol ao longo do tempo pode deteriorar a proteção de óculos escuros à radiação UV. As lentes dos óculos podem tornar-se mais claras e leves, alterando a categoria em que estão classificadas de acordo com a transmitância luminosa, ou seja, a quantidade de luz visível que pode passar pela lente. Além disso, a exposição das lentes a níveis elevados de radiação UV pode diminuir a resistência ao impacto, tornando-as mais suscetíveis a estilhaçar. "Os estudos apontam, contudo, a ineficácia de se estudar a degradação dos óculos em dois dias de irradiação solar e a inexistência de testes para conferir a segurança da duração da proteção ultravioleta nos óculos por determinado período de uso", completou a pesquisadora. Liliane alertou que é necessário ajustar os parâmetros do teste de padrão de qualidade para que reproduzam condições reais de exposição do produto à radiação solar.

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