Automedicação pode levar ao desenvolvimento de hipocondria, alerta especialista
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Cada vez mais comum, a prática de automedicação tem gerado um aumento de ansiedade com relação às doenças e até mesmo ao desenvolvimento de hipocondria. O transtorno consiste no temor do desenvolvimento de problemas de saúde, mesmo que nada tenha sido diagnosticado. Para o hipocondríaco, a ansiedade e a preocupação levam ao crescimento dos sintomas. Segundo a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida, as causas do transtorno não são tão precisas. "Alguns fatores como casos na família, algum trauma que envolva alguma doença grave ou uma predisposição à hipocondria podem contribuir o desencadeamento de um transtorno como este", afirmou. No Brasil, a hipocondria atinge cera de 150 mil pessoas anualmente. "Os riscos para os que sofrem com a hipocondria são bem elevados. Quando o paciente já conhece a sua condição, estes riscos pode ser minimizado se houver controle, mas quando o indivíduo ainda não sabe do que sofre, o risco mais comum é a automedicação, com a única finalidade de se ver livre de uma doença que acredita ter contraído", explicou a profissional. A cura é possível, desde que o paciente busque as possíveis formas de tratamento junto aos especialistas. "O tratamento para a hipocondria é baseado especialmente em psicoterapia cognitivo comportamental e analítica. Entretanto, não há um tratamento definitivo, cada caso deverá ser avaliado, inclusive para um bom prognóstico. Quando falamos em saúde mental, a cura é relativa, isto porque a ideia inicial é conseguir controlar os sintomas", esclareceu.
