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Vírus do ebola pode permanecer no sêmen por até 18 meses, segundo estudo

Vírus do ebola pode permanecer no sêmen por até 18 meses, segundo estudo
Foto: Shutterstock
Sobreviventes do ebola podem apresentar rastros do vírus no sêmen até um ano e meio depois de terem adormecido, segundo pesquisa desenvolvida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA. O período é maior do que o previsto inicialmente. Segundo artigo publicado na revista médica The Lancet, 9% dos 429 homens que sobreviveram à infecção e foram analisados apresentaram restos do vírus no sêmen, enquanto 63% apresentaram resultados positivos em teste até um ano depois da recuperação total. Em pelo menos um caso, foi possível encontrar rastros do ebola 565 dias depois da recuperação. O estudo foi conduzido junto a especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde da Libéria, um dos países que apresentou mais mortes entre 2014 e 2015. "Este programa fornece importante informação sobre quanto tempo o ebola permanece no sêmen, o que é um componente-chave para prevenir ressurgimentos da doença e proteger os sobreviventes e seus entes queridos", afirmou o diretor dos CDC, Tom Frieden.