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Vigilância Sanitária de Salvador intensifica fiscalizações durante os jogos olímpicos

Por Tarsilla Alvarindo

Vigilância Sanitária de Salvador intensifica fiscalizações durante os jogos olímpicos
Foto: Caio Lírio / Bahia Notícias
Enquanto os jogos olímpicos acontecem, levando milhares de pessoas aos locais de competição e outros milhões a acompanharem pela TV, muita gente não imagina todo o aparato envolvido para que tudo ocorra como planejado. Inclusive, com questões que envolvam a saúde de atletas e torcedores. Salvador é uma das cidades sede das Olimpíadas 2016, recebendo as modalidades de futebol feminino e masculino na Arena Fonte Nova. E, para isso acontecer, precisou atender as exigências do Comitê Olímpico Internacional, principalmente no que diz respeito à saúde de atletas e torcedores. Antes e durante a realização dos jogos, hotéis onde ficam hospedadas as delegações, locais de treinamento e de realização de jogos, ambulâncias e até os bares e restaurantes dos pontos turísticos da cidade, nenhum deles escapa a uma fiscalização rigorosa da Vigilância Sanitária de Salvador (VISA).
 
De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária de Salvador, Karina Queiroz, mesmo antes dos jogos terem início, os trabalhos de fiscalização e treinamentos foram iniciados de acordo com as exigências do comitê. E permanecem através de fiscalização de rotina para manter a qualidade e segurança dos serviços que estão sob a fiscalização da Visa. Setores de alimentação dentro da Arena, incluindo os fornecedores de produtos e unidades que vão produzir os alimentos no local, seja para os voluntários, para os profissionais que vão trabalhar ou para o torcedor, devem seguir os critérios de higiene e segurança alimentar. “Nós identificamos esses estabelecimentos, realizamos as fiscalizações rotineiras e fazemos o monitoramento do risco, avaliando sempre algumas questões como, quais os tipos de produtos que vão ser vendidos. Verificamos se o estabelecimento que foi autorizado, tem uma capacidade adequada, para produzir aquele que ele se presta a fazer, para o comitê organizador.
 
Para garantir que tudo esteja sendo monitorado, a VISA tem uma equipe dentro da Arena Fonte Nova fazendo uma fiscalização de todos os serviços existentes como, postos médicos, ambulâncias, lanchonetes, depósitos de resíduos, áreas de acondicionamento de produtos alimentícios. Caso seja encontrada alguma irregularidade, são exigidas providências imediatas. “Se a higiene está comprometida, não podemos resolver em dias, tem que ser em horas. A gente dá o prazo de uma hora pra resolver e retorna lá uma hora depois para poder ver se está adequado. Existem situações em que falta algum equipamento para atender um atleta ou torcedor, ou um medicamento que é imprescindível estar à disposição do paciente e por conta do grande fluxo, ela terminou, e ainda não foi reposto no posto médico, a gente faz esse monitoramento”, diz Karina. 
No caso das ambulâncias que também precisam ser fiscalizadas antes e durante o evento, é verificado se é de suporte básico ou suporte avançado, se ela está com a equipe adequada, se possui um médico, enfermeiros e se está com equipamentos necessários, para atender a demanda de um infarto, por exemplo.
                                                       
Os hotéis e centro de treinamento também passam por um rigoroso processo de monitoramento. Horas antes dos atletas chegarem é preciso avaliar as condições de higiene do vestuário, a sala de anti doping,  verificar a existência de uma ambulância exclusiva à disposição dos  jogadores durante o treinamento.  Tudo isso é de responsabilidade da fiscalização da VISA.
Karina ressalta que o risco de contaminação por alimentação aumenta muito nesse tipo de evento, devido ao grande fluxo de pessoas, o que exige dos estabelecimentos uma adequação, para atender essa demanda que pode passar de cem refeições diárias, para mil, por exemplo. “Quando essa demanda muda bruscamente, todo o fluxo dessa cozinha também muda e faz com que haja um risco maior de contaminação. Para evitar que isso aconteça nós temos uma equipe externa que faz a fiscalização diária nos pontos turísticos, que apesar de terem sido monitorados previamente, continuam com alguns pontos críticos. Então nós fazemos um monitoramento ainda mais estreito com esse tipo de estabelecimento, em que identificamos que a produção é muito grande”, explica.