Estudo inédito no Brasil usa células-tronco para o tratamento de hipóxia neonatal
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O comitê de Ética em Pesquisa e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa aprovaram um estudo, que vai analisar a o uso da infusão de células-tronco do sangue de cordão umbilical em crianças com hipóxia neonatal. A doença é caracterizada pela falta de oxigênio no cérebro do feto. A pesquisa será realizada em uma parceria científica entre o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e um banco de sangue de cordão umbilical e placentário privado. A hipóxia, ou asfixia neonatal, é decorrente de complicações no parto que levam à falta de oxigênio no cérebro do bebê, podendo trazer sequelas neurológicas. Hoje, o tratamento é feito com hipotermia terapêutica. O bebê é mantido a uma temperatura entre 33°C e 34°C por 72 horas e isso melhora o desenvolvimento neurológico desses pacientes. No entanto esse tipo de tratamento só aumenta em 61% as chances de a criança não ficar com paralisia cerebral. “Precisamos de outros tratamentos que se associem a esse para tentar melhorar o desenvolvimento neurológico nesses recém-nascidos”, destaca Renata de Araújo Monteiro Yoshida, neonatalogista do Centro de Terapia Intensiva Neonatal do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, integrante do grupo de pesquisadores do estudo. Segundo a médica, em casos constatados ou suspeitos de hipóxia observados no Hospital das Clínicas da USP, serão coletadas e processadas células-tronco do sangue do cordão umbilical do bebê, para que seja feita a infusão no próprio paciente – o que é classificado como uso autólogo. “Nesta primeira fase do estudo, estamos verificando a segurança do procedimento. É a primeira vez que esse tipo de pesquisa é feita no Brasil, mas trabalhos semelhantes foram feitos em outras universidades do mundo”, explica Renata
