Estudos apontam que mortes por linfoma não-Hodgkin aumentam no país
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A doença que ganhou atenção na semana passada pelo diagnóstico do ator Edson Celulari, o linfoma não-Hodgkin tem se tornado mais incidente e matado mais brasileiros do que há uma década. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a taxa de mortalidade por linfoma não-Hodgkin cresceu 17% entre 2004 e 2013 (último dado disponível). Entre os homens, o índice passou de 2,06 mortes por 100 mil habitantes do sexo masculino para 2,42 no período. Já entre as mulheres, a taxa cresceu de 1,59 para 1,87. Em dados absolutos, o número de óbitos pela doença cresceu de 3.255 para 4.154 nos dez anos analisados. Mesmo com mais mortes, a boa notícia é que, com a chegada de novos tratamentos, a chance de cura desse tipo de câncer aumentou e o paciente pode viver mais de dez anos com a doença sob controle em casos de tumor incurável. Especialistas explicam que o aumento do índice não está associado a uma maior agressividade da doença, mas, provavelmente, ao envelhecimento da população. O diretor da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e coordenador do Centro de Linfomas do Hospital Samaritano, Carlos Chiattone, afirmou que “A incidência do linfoma está aumentando em todo o mundo. Embora a doença possa atingir todas as idades, ela é mais comum entre pessoas com mais de 60 anos e a idade média dos brasileiros vem aumentando". Os especialistas afirmam que sugiram, na ultima década, novas opções de tratamentos quimioterápicos e imunoterápicos que melhoram o prognóstico do paciente com linfoma. No caso dos tumores não-Hodgkin, Chiattone explica que eles são divididos em dois grandes grupos - os agressivos e os indolentes. Os primeiros podem ser curados em 60% dos casos. Já os outros são considerados incuráveis, mas, como crescem muito lentamente, o paciente pode viver anos ou décadas com a doença sob controle. "É como se fosse uma doença crônica. Faz-se o tratamento, o linfoma é controlado, mas pode voltar após alguns anos. E outro tratamento é feito", diz.
