Militantes desocupam prédio do Ministério da Saúde e divulgam carta: 'Prontos para desafio'
Foto: Leitor BN
Um dia após a desocupação do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, em Salvador, militantes divulgaram nesta terça-feira (14) uma carta na página do grupo no Facebook. Ocupando o espaço desde 30 de maio, representantes das frentes Brasil Popular Povo Sem Medo e defensores do Sistema Único de Saúde (SUS) decidiram sair na última segunda quando o ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve na capital baiana para cumprir agenda oficial. Apesar da visita, o coletivo nega que a vinda do ministro foi fundamental para a decisão. Segundo informação de uma das integrantes da ocupação, Polyana Loureiro, à Agência Brasil, um grupo de pessoas que estava na sede do Ministério da Saúde chegou a ir em um dos eventos onde estava o ministro para protestar contra ele e contra o governo federal interino. Ela contou ainda que a desocupação aconteceu em um momento estratégico, a partir do qual as pautas serão levadas para as ruas. Além disso, em assembleia, foi criado o Comitê de Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Mais detalhes da desocupação são explicitados na carta aberta. "Foi formado o comitê das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para pautar algumas ações. Nós já temos uma agenda e, na próxima sexta-feira, teremos a primeira reunião pós-ocupação. E a gente está pensando em ações como ir aos bairros de Salvador, fazer atividades ligadas à saúde da família, para levarmos o debate relacionado ao SUS e ao momento em que vivemos, o do golpe", diz um trecho. "A organização incubada nesses 15 dias na ocupação no MS (Ministério da Saúde) na Bahia está pronta para se lançar no desafio de ocupar as ruas, as instituições e as casas de toda a cidade de Salvador, interiorizar a luta e, com o debate fraterno e honesto dos rumos do nosso País e da saúde, animar a cidadania na construção de uma sociedade e um Estado cada vez mais democrático". Um dos principais pontos criticados pelos ex-ocupantes é a dificuldade de investimento no SUS, levantada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.
