Exame preventivo pode reduzir em 50% casos de transplante de rim
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Metade dos pacientes submetidos a transplantes de rim, no Brasil, poderia evitar a dependência dessa cirurgia se tivesse tido o cuidado de fazer exames preventivos de sangue e urina. O alerta é do nefrologista Diogo Medeiros, responsável pelos transplantes desse órgão no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, segundo o qual o diagnóstico tardio é a principal causa de lesões irreversíveis. "Em metade dos casos, as pessoas só procuraram o médico porque passaram mal e, como a consulta foi tardia, não houve mais chance de recuperação ou de se postergar a evolução da doença", informou Medeiros à Agência Brasil. A partir do diagnóstico, resta ao paciente esperar na fila de transplantes e se submeter à hemodiálise para a filtragem do sangue. Segundo o especialista, o número de doações é insuficiente, numa proporção de cinco mil para dez mil pacientes. No entanto, se as visitas periódicas ao médico ocorressem a cada seis meses, haveria maior qualidade de vida e de longevidade. Medeiros explicou ainda que, por meio do exame de sangue, o médico poderá constatar se há concentração de creatinina (substância derivada da absorção de proteína no músculo) e cruzar essa informação com o resultado do exame de urina, indicando se houve ou não a eliminação de toxinas.
